sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Último dia do ano

Que essa chuva lave tudo de ruim de 2010 e que o que restar sirva para aprendermos a lidar com o lado negativo que, inevitavelmente, vem com a vida que segue.
Somos humanos e por isso não precisamos acertar o tempo inteiro. Mas acredito que temos o dever de conviver levando em consideração a condição humana do outro, seus sentimentos, emoções e ideias.

FELIZ 2011!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Noite tropical ou Macunaímica

famosa combinação: calor e mosquito. travesseiro com temperatura a 70 graus centígrados. vôos rasantes de insetos vampirescos, com sonoplastia digna de 'Pearl Harbor'.
ai, que delícia!
ou melhor,
ai, que preguiça!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

em praça pública

Esse é um movimento que apoio porque reivindica a livre utilização da praça pública pelos moradores da cidade de Belo Horizonte; neste caso, a linda Praça da Estação. Aliás, ali se situa um dos museus mais interessantes e bem estruturados que já visitei, o Museu de Artes e Ofícios. A vivência da cidade pela população é muito importante para o desenvolvimento do respeito ao patrimônio público, da consciência cidadã sobre a importância de se dar valor à cultura e à preservação do espaço urbano, além de propiciar o exercício da convivência social. Na rua a gente encontra todos os tipos de pessoas e pode se deparar com as mais diversas situações. Eu mesma tenho várias histórias de senhoras que 'puxaram assunto', até mesmo a neta do Augusto de Lima, que sentou ao meu lado certa vez em um banco na Praça da Liberdade. Amanhã estarei envolvida – com toda a satisfação do mundo – com um almoço de agradecimento a uma amiga, então, não estarei lá, mas dou a maior força para esse pessoal que 'bota pra quebrar', no bom sentido!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

anotações desses dias

fui alguns dias à biblioteca da Faculdade de Letras - UFMG e enquanto esperava dar a hora de alguns compromissos, ia até a estante começar a conhecer melhor Mia Couto. Como toda vez me dá vontade de anotar algo legal – porque senão eu esqueço – quando leio, assisto à tv, vejo filmes em dvd ou ouço pela rua, agora faço isso na minha vida: estou sempre com um papel, seja um bloquinho, uma agenda ou mesmo um pedaço que arranjo, e um lápis ou caneta. Assim, anotei algumas coisas de um livro que li pela primeira vez e de um filme que vi pela segunda. O livro é Estórias abensonhadas (1994), do escritor mencionado; o filme, Chocolate (2000).

"nós temos olhos que se abrem para dentro, esses que usamos para ver os sonhos. O que acontece, meu filho, é que quase todos estão cegos, deixaram de ver esses outros que nos visitam." 
Nas águas do tempo

"só a água lava tristeza."
"encerrado como um parágrafo"
O perfume

"Enfim, meu gosto de visitar as igrejas vem apenas da tranquilidade desses lugarinhos côncavos, cheios de sombras sossegadas. Lá eu sei respirar. Fora fica o mundo e suas desacudidas misérias."
A velha engolida pela pedra

____
"Nossa bondade não se mede pelo que não fazemos, pelo que negamos a nós mesmos, o que resistimos e a quem excluímos. Nossa bondade é medida por aquilo que abraçamos, pelo que criamos e por quem incluímos."
Chocolate





domingo, 28 de novembro de 2010

Um problema e várias chaves

Aqui no Brasil a gente vive um momento de guerra séria contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro, eclodida há poucos dias. Os traficantes, como todos já viram pela tv e internet, estabeleceram estado de medo e reclusão aos cidadãos da cidade, que, como nos períodos de enchente, neve (nos países de clima frio), ficam sem aula nas escolas e sem serviços do comércio, entre outras privações. 

Os órgãos de segurança do município e do estado do Rio de Janeiro receberam reforço das forças militares da nação, como a Marinha. Nos noticiários de tv, muitas vezes ouvimos os jornalistas e comentaristas dizerem que é preciso implementar políticas públicas assim, assado...que o governo deve fazer isso e aquilo. Porém, me pergunto, ou melhor, perguntaria a eles: "O que você está fazendo?". A pergunta se justifica pelo fato de que a cooperação deve partir também da sociedade civil. A pessoa que critica, de dentro de um estúdio com arcondicionado, de dentro de sua sala com sofá e home theater ou mesmo na mesa de um bar com os amigos e colegas de trabalho, essa pessoa faz ou já fez algo no sentido de inserir uma outra aos ambientes ou a um ambiente que a propiciasse ampliar sua visão de mundo? Qualquer atitude como, digamos, a doação de uma câmera de fotografia a um jovem, ou o ensino de um esporte, de uma língua, de um ofício, já constitui, a meu ver, uma das chaves para a solução do problema que enfrentamos de uso e tráfico de drogas. Oferecer educação a uma criança não é garantia de que ela jamais se envolverá com a droga ilegal e jamais cometerá um ato violento, não sejamos ingênuos, haja vista a triste realidade em cujas cenas há jovens burgueses queimando pessoas, surrando gays, gritando com professores, desrespeitando mulheres, batendo pegas na via pública e incitando a discriminação contra brasileiros nordestinos. No entanto, pior do que dar oportunidade de estudos e, consequentemente, oportunidade de formação de senso crítico e isso não ser aproveitado, ou ser ignorado por quem a recebeu, é privar uma parcela grande da população desse direito. Só vamos saber quem será aquele indivíduo se investirmos em sua formação. Caso contrário, os talentos ficarão apenas latentes, sem o poder de desabrochar e, quem sabe, atrair outros talentos tão bons.

A cultura subir à favela? Que petulância da elite! Pois se foi de lá que ela veio. A cultura desceu do morro, com artistas do chorinho, do samba, do rap e de tantas outras expressões artísticas que nem devo conhecer.

Então, talvez uma das chaves para o problema seja realmente, eficazmente, abrir a cabeça das pessoas desde cedo, porque o mundo é uma janela aberta para horizontes a perder de vista.


A foto foi tirada pelo Maurício, em Ilha Grande, em frente a um departamento de polícia; se não me engano, de administração penitenciária.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Primeiro aniversário

Tantos bons fluidos se estendendo nessa data...o sol que aparece inesperadamente, muito bem-vindo; um casal de novos amigos com quem temos uma afinidade mútua completa; uma pousada charmosa, com pessoas elegantemente simpáticas; um lugar mágico, um paraíso, o amor.
Na volta, comentários queridos sobre a especial comemoração, como o da Laura, da oficina de reparos em livros, que nos aconselhou fazer algo assim todos os anos.
Para o primeiro ano de casamento (as bodas de papel!), podemos dizer que fizemos boas entradas, com o pé direito fincado na vibração positiva que parece emanar da terra e do céu, sorrindo para os sentimentos humanos de paz.

Fotos dessa viagem que foi também uma viagem ao nosso interior, estão aqui:


domingo, 14 de novembro de 2010

um passarinho me contou

Ver vídeos de música com letra me faz lembrar os tempos de adolescente, em que eu ouvia a música acompanhando a letra que saía na revista Capricho. Eu cantava e ia aprendendo a letra e o que ela dizia, na tradução que vinha ao lado.
Gostei do fundo deste vídeo, as bolas coloridas são alegres como a canção, que fala sobre a fugacidade da vida, da felicidade e de uma voz que disse ao 'eu poético' que seu par ainda o amava.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bodas de papel

Hoje faz um ano que nos casamos.
A alegria do tempo de amigos de colégio se transformou em um intenso amor de namorados e, depois, em uma cumplicidade fortalecida cotidianamente, vivendo, cada um a seu modo, com um objetivo comum e com a vontade soberana de ser e ver o seu par feliz.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

chocolates

Poesia tem som, poesia tem sabor, poesia tem cheiro, poesia tem tato, agora, poesia pra mim, é chocolate. 
Krek, krek!

(Tiemi Daiten)

A Bi achou esse escrito nas coisas dela e também me enviou por correio esta delícia aí:



 clique na imagem para ampliar.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

trouxe pra cá

o texto da Ju: dor

não sou só eu que choro em igrejas...(sorrindo como se não fosse trágico). E pergunto: tudo é histeria? Bom, meu choro não foi tão copioso quanto o narrado, porque não havia soluços, foi uma coisa bem interna, eu comigo mesma. Havia lágrimas, muitas lágrimas. Eu as enxuguei e quando me acalmei, entrei em um museu que ainda não conhecia, fiquei curtindo, durante mais de uma hora e até conversei com o simpático vigia. E para ser franca, lembrando cá com meus botões, é quase um costume meu adentrar igrejas quando estou desolada, sem rumo, profundamente triste ou algo parecido. Me lembro de várias vezes em que entrei para fazer uma oração por alguém, agradecer ou apenas conversar com uma força superior, mística, quando todas as forças terrenas pareciam não ser capazes de me ajudar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Receita nova

Almoço abençoado. Maionese de camarão acompanhando peixe grelhado na churrasqueira com ervas.

Maionese feita na hora, em casa, fresquinha:
-2 gemas;
-um pouco de molho de mostarda;
-suco de meio limão;
-sal a gosto;
-pimenta do reino;
-óleo adicionado aos poucos.
Bate tudo com um fouet.
Junta ao camarão na manteiga e à batata cozida, cortada em pedaços, com cebola e temperinho verde (salsa) picados.
É legal fazer com antecedência para ela poder ficar geladinha e refrescante.
A nossa, comemos quentinha porque cozinhamos a batata perto da hora da fome apertar!
Sobremesa:
-salada de frutas comprada no barzim da calçada de casa a R$2,00;
-chantili feito com as claras não usadas na receita de maionese.
Marrravilha!

sábado, 30 de outubro de 2010

Um bom filme

Coração louco mostra uma atração forte entre uma mulher e um homem e os tormentos da vida adulta, sem tapação de sol com peneira, com bastante intensidade e olhos nos olhos, além de uma trilha sonora muito boa.


Eu gostei demais do filme e fico ainda mais fã da atriz Maggie Gyllenhaal, a qual comecei a admirar em Secretary.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

reflexão em momento de fechamento de ciclos


Monografia finalizada e me deparo com uma discussão inesperada. Lidar com classificações não é interesse da minha pesquisa, cujo tema é a leitura de uma obra escrita e ilustrada pelo artista plástico Fernando Vilela. Reconheço a importância dos conceitos para nortear os estudos e ajudar na compreensão das questões investigadas nas diversas áreas do conhecimento. Porém, meu objetivo foi procurar fundamentações teóricas para meu delírio ao experimentar essa obra. Tendo perto de mim a sabedoria[1] generosa da minha orientadora, viajei intertextualmente e aterrissei quando ela sinalizou. Por outro lado, fui impulsionada a desenvolver ideias explicitadas em apenas uma linha, quando mereciam um parágrafo. 

O movimento de sair da minha faculdade de origem, a FALE-UFMG (Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais) e entrar em outras unidades, outras bibliotecas, outras festas, auditórios, banheiros, salas e cantinas sempre fez parte do meu modo de viver a graduação. Entrei muitas vezes “na Música” e “na Belas Artes”, onde, inclusive, cursei disciplinas, como “Introdução à Intermidialidade”, em que cada aula era ministrada por um professor diferente. O trajeto de grandes ladeiras e escadarias que levam à FaE (Faculdade de Educação) foi percorrido durante os quatro anos, para chegar aos meus locais de estágio. Me interessa tudo o que acontece no campus: apresentações musicais sob a tenda da praça de serviços, espetáculos teatrais no gramado da reitoria, comunicações de grandes nomes como Maria Bethânia e Mia Couto e até mesmo a ocupação da reitoria pelos estudantes, registrada por mim em três posts[2] de meu blog da época e de cujas assembleias tomei parte. 

Dessa forma, me deslocar, ser nômade, sair da minha zona de conforto nunca foi um problema. Ao contrário, é o que busco. Romper não me faz estremecer, a não ser de avidez pelo novo. Conto, então, brevemente, que saio da casa de meus pais aos dezoito anos para morar em uma cidade (aliás, um estado) onde não possuo nenhum familiar sequer. Tive uma única briga com minha mãe, que queria que eu usasse salto alto e eu respondi que gostava de arrastar o pé descalço no chão do forró. Não tive medo de “chutar o balde”, como se diz, e cancelar meu registro no CRO (Conselho Regional de Odontologia) após sete anos de profissão e ir fazer Letras. Além disso, saí novamente da casa de meus pais, que nesse momento – e ainda hoje – moravam em frente ao mar para entrar em um apartamento sozinha com minhas roupas e sapatos, sem geladeira, sem fogão, e dormir sobre um edredom. A relação com meus pais sempre foi de amizade e respeito, mas eu queria minha liberdade e neles encontrei apoio.

A maior parte de meus amigos é artista e eu os conheci em um sarau, antes de ir fazer Letras. São ceramistas, poetas, artistas plásticos, designers, músicos, escritores. São Tiemi Daiten, Penha Schirmer, Renato Fraga, Cida Ramaldes, Alfredo Albuquerque, Danuza Menezes, Pedro Gazu, Bith... com eles conheci Manoel de Barros, Duchamp, Viviane Mosé. Ampliei meu mundo, me apaixonei ainda mais. Com eles dancei, falei e ouvi poesia, chorei de rir, conversei a sério, viajei para Itaúnas, Caraíva, Sana. De carro. Ouvindo música. Lendo versos como o do para-choque de caminhão que passou por nós na estrada da Bahia: “Ser livre é pouco para mim. O que eu quero é nem ter nome”.

Portanto, encaixar qualquer forma de arte em prateleiras, gavetas, escaninhos, etiquetando-as, para mim é uma forma de repressão, de restrição. Tudo se comunica, especialmente no século XXI, em que muitos paradigmas já caíram por terra e as diversas mídias se inter e intra relacionam. 

Quando um artista afirma que a ilustração é literatura, de imediato eu concordo. Depois paro, penso, lembro de artigos e livros com os quais aprendi e lanço minha indagação. Talvez tenham ouvido como se fosse uma asserção. Fato é que comecei hoje a pensar o diálogo entre a imagem e a palavra (texto visual e texto escrito) como um casamento. Duas pessoas com características próprias que se unem por afinidades, para conversar, dialogar, discutir, namorar, trocar, compreender, curtir. Mas elas têm sua individualidade, atenção! Uma não é chamada pelo nome da outra. Nesse sentido, o paralelo que faço é para dizer que o texto – entendido aqui em sentido amplo, sem considerar apenas o texto escrito com o código alfabético, mas pensando em vídeo, cinema, imagem, entre outros – visual, quando chamado de literatura, talvez esteja sendo submetido à hegemonia atribuída pela sociedade ocidental à cultura escrita, ao texto verbal. No meu modo de entender, após algumas leituras teóricas para produção da monografia, as artes possuem suas características peculiares e formas, tanto de serem realizadas como de serem recebidas, haja vista que não vemos todas as imagens da mesma forma; há os diferentes “trajetos do olhar”, conforme a obra com a qual se tem contato, como nos ensina Rui de Oliveira.

Saber o que é literatura, por exemplo (se escreve com maiúsculas ou minúsculas?), não foi uma grande preocupação de minha formação e sobre o assunto só ouvi no primeiro período do curso, ao ser introduzida à teoria literária, ou adiante, quando a pergunta surgiu em uma bela aula de literatura estrangeira de língua portuguesa. Talvez a explicação mais clara tenha sido dada pela Professora Graça Paulino, ao explicar que, para saber a resposta, vejamos se, em determinado texto, o que predomina é o discurso literário, entre os discursos que ali permeiam.

Deixando tal tarefa (a de classificar) para outros pesquisadores, torno a relacionar arte com liberdade. Ao fazer isso, logo me vem à mente novo turbilhão de palavras com as quais poderia ligar (ou link-ar?) a literatura: alternativa, diversidade, periferia urbana (nome de disciplina em curso com a Profa. Vera Casa Nova), resistência[3], erotismo, imagem. Ôpa! Imagem. Imagens. As palavras, tratadas no photoshop do escritor, por meio da técnica e da labuta com elas travada, como escreveu Drummond no poema “O lutador”, podem produzir imagens. 

No entanto, há certos acontecimentos que não podem ser descritos em palavras, como já diz a música cantada pelo Rei (ou Robertão, como queiram): “eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras, não sei dizer” e a de Zeca Baleiro: “eu não sei dizer / o que quer dizer / o que vou dizer”. Assim, as imagens, com suas características próprias, aliadas ao traço pessoal do artista, expressam ideias e proporcionam sensorialidade. Aí está um ponto fundamental de minha interrogação sobre a atribuição do nome “literatura” ou “texto literário” à ilustração: a potencialidade para provocar sensações. Buscando a distinção entre os significados de “literatura” e “lirismo”, entre “lírico” e “literário”, mesmo que em uma fonte não especializada, mas procurando mesmo um sentido corrente, encontro:
LITERATURA Sf 1 arte de compor ou escrever trabalhos em prosa ou verso com o objetivo de atingir a sensibilidade ou a emoção do leitor ou do ouvinte 2 disciplina que tem por tema as obras ou os autores literários 3 atividade literária 4 conjunto de obras literárias
LIRISMO Sm 1 subjetivismo poético 2 emotividade; ardor 2 caráter subjetivo ou romântico da arte
LÍRICO Adj 1 relativo à expressão dos arrebatamentos pessoais e entusiasmos subjetivos 7 aquilo que é poético ou emotivo
LITERÁRIO Adj 1 relativo às letras e literatura em geral, ou à cultura relacionada com a arte da palavra 2 de literatura 3 de obras de literatura 4 de pessoas cuja atividade está ligada à literatura 5 que denota aptidão para a literatura
(BORBA, 2004, p.848-849)

Diante do significado desses termos, tendo a compreender a ilustração como um texto visual lírico, uma composição artística cujo feitio traz para si, como na literatura, referências pessoais, técnica, subjetividade, estética... então, imagem e texto verbal, juntos, dão como resultado uma produção de arte em que vários estímulos são proporcionados ao leitor, por meio de recursos expressivos responsáveis pelo efeito que a obra produz no ser humano.


[1] De acordo com o Dicionário UNESP do Português Contemporâneo, organizado por Francisco Borba (2004): SABEDORIA Sf 1 habilidade de ver com clareza o que é verdadeiro e certo, e de fazer julgamentos corretos com base nessa habilidade 2 capacidade de avaliar adquirida pelas experiências ao longo da vida 3 conhecimento formal acumulado 4 alto grau de conhecimento; instrução vasta e variada; erudição 5 conhecimento justo das coisas; razão 9 comportamento sábio; bom senso 10 eficiência; competência; traquejo. (os exemplos foram omitidos).
[3] en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas
(Paulo Leminski)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Brasil, tô preocupada com você.


Quando desci do ônibus, logo na primeira esquina, em frente à biblioteca pública infantil, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, um senhor bastante nervoso entregava panfletos aos passantes. O modo como ele me ofereceu o papel – grosseiramente, sem contato visual, ao mesmo tempo em que discutia com uma senhora  – me fez perguntar antes de aceitar o panfleto: “O que é isso?”.
−É da vagabunda.
 Eu fiz um olhar de indagação.
−A vagabunda que quer ser presidente do Brasil.
Como eu recusasse a receber o panfleto, o homem me dirigiu ofensas, bastante exaltado.
A senhora que discutia com ele, funcionária pública na biblioteca, foi descendo a rua comigo e ficara também muito espantada. Ela ligou do celular para pessoas de seu trabalho para avisar da presença hostil daquele senhor em frente ao estabelecimento mencionado. Um homem visivelmente alterado, que xingava as pessoas na rua em defesa de seu candidato à presidência do país. Não cheguei a ler nada do que estava escrito, mas a senhora leu um trecho que dizia algo como: “Dilma, assaltante de banco” e outras coisas mais.
Segui meu caminho, totalmente abalada, com uma vontade incontível de chorar, tamanho choque havia levado. Cheguei ao Museu Histórico Abílio Barreto, onde eu assistiria a uma palestra com o ilustrador Rui de Oliveira, mas como estava ainda cedo para o começo do evento, entrei na igreja Santo Inácio de Loyola para me acalmar. Chorei bastante e pedi paz.

Isso aconteceu ontem, terça-feira, 19 de outubro de 2010.

O que me entristece é o modo como a política é discutida no Brasil. Superficialmente, sem seriedade alguma, de forma dogmática, sem espaço para a opinião do outro, sem democracia. De maneira não republicana.

sábado, 16 de outubro de 2010

não tenho medo da morte

Não tenho medo da morte, eu só não queria sofrer. Não queria ter uma morte sofrida, no hospital, por exemplo, ou sentindo dores com um câncer, algo assim. Quero uma morte como a dos meus 4 tios paternos. De repente.
Não dou conta das pessoas que se preocupam com longevidade, das reportagens ensinando receitas para viver mais. Eu lá quero ficar aqui durante 100 anos? Eu, não. Quero ir embora lá pelos...80, acho que tá bom. Eu só quero é viver bem enquanto durar. Evitar os médicos, os pronto-socorros, as clínicas, os hospitais...ai, que terror! Para isso, sim, vou procurar me cuidar. Mental e fisicamente. Caminhar, pedalar, nadar, dançar, ouvir música, estudar, rir, amar, conversar, ir ao cinema, comer chocolate (nem vem que faz bem!)...enfim, me cuidar, né?

Aí, ao pensar nisso, eu lembro da música da Bebel Gilberto.





Tranquilo

Levo a vida tranquilo
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar

Tranquilo
Levo a vida tranquilo
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar

Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância

Tranquilo
Levo a vida tranquilo
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar

Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra

Tranquilo
Levo a vida tão tranquila
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar

domingo, 10 de outubro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010

ocupação urbana


Estou lendo Cidade Ocupada*, para uma disciplina de Letras: Literatura brasileira e periferia urbana, que curso nas noites de sexta. Quando bati o olho na capa do livro, imaginei que fosse um romance, talvez policial, e que a cidade estaria ocupada pelo crime, pelo tráfico de drogas. Imaginei ainda que o autor fosse um morador da periferia, como o Renegado, que esteve em uma de nossas aulas lá na fale-ufmg. Mas a ocupação de que trata a obra é artística e o escritor é professor universitário com pós-doutorado. Ainda não terminei de ler, mas algumas questões interessantes me chamaram a atenção, como a produção de algo que seja a própria diferença, algo que não enverede pela homogeneização, tão presente no mundo contemporâneo, apesar de tantas transformações tecnológicas e ideológicas pelas quais a civilização já passou.

Ontem, por recomendação da genial Profa. Vera Casa Nova, fui ao duelo de MCs no viaduto Santa Tereza. Um parêntesis: ainda bem que tenho amigas que curtem programas alternativos, porque a Bi, minha irmã, faz muita falta nessas horas! Bom, fomos lá e foi fantástico! As duplas sobem ao palco e fazem um minuto (se não me engano) de 'repente' ou improviso. As falas são sempre relacionadas a questões políticas e sociais como a segregação de classes, a voracidade capitalista etc. O público é convidado a votar por meio de aplausos no melhor de dois e depois de todas as apresentações, há uma final. Quando tudo acaba, começa a exibição de dança hip-hop no meio de uma roda formada no chão, entre a plateia.

Boas fotos podem ser vistas aqui 
Lembrando um documentário ao qual assisti e vou procurar na internet, quanto mais as pessoas com maior poder aquisitivo se separarem do mundo real, da 'parte feia' da cidade e da cultura popular, mais a cidade ficará violenta porque nada estará sendo feito para, de fato, fortalecer a segurança. Isto se consegue, a meu ver, entre outros fatores, com valorização e afirmação da diversidade e aproximação com os que não têm ou quase não têm oportunidades de acesso à educação, à informação de qualidade, às novas tecnologias de informação e comunicação, enfim, aos alimentos do corpo e aos alimentos da alma, como a arte.




*PIRES, Ericson. Cidade Ocupada. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007.
Foto: daqui

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

terra da prosa

...vontade de escrever um pouco no blog...

me veio à cabeça como tema, uma experiência que tive esta semana (anteontem). O Censo passou aqui em casa e deixou um bilhetinho, para entrarmos em contato, uma vez que ninguém foi encontrado no domicílio. Pois bem. Eu saía para recarregar o cartão de ônibus (BHBUS) quando vi, na calçada, em frente àquela casa antiga, vizinha ao meu predinho, a recenseadora. Perguntei: "foi você que deixou..." e tal. E ela respondeu: "qual é o número? Sim, fui eu mesma..." etc. Então, ela me aplicou o questionário ali mesmo. Na rua, como um bate-papo entre conhecidas. E – agora não sei por que cargas d´água – nós conversamos um tempão, mesmo com o sol que estava fazendo na cabeça e com os transeuntes passando. Estávamos ali, rente à varanda da casa antiga, cuja moradora ela também não encontrou, proseando gostosamente. Havia uma mulher dentro de um carro estacionado...ela olhava...eu pensei: "ela deve estar pensando o mesmo que eu". Porque, em um determinado momento, comecei a pensar sobre a cena. Duas pessoas que nunca se viram, uma com uniforme do IBGE, ou seja, em período de trabalho, "trocando ideia".

E isso é tão comum em Belo Horizonte...a meu ver, é um dos traços positivos da "província", como queiram alguns (há os traços negativos, certamente). Por exemplo, chegamos, eu e meu marido, a um estabelecimento comercial outro dia e tanto a proprietária como as funcionárias nos trataram como se fôssemos amigos. Há pouco tempo, eu não embarcava nesse jeito de ser, ficava na minha, mesmo se a pessoa "puxasse papo". Hoje, já me sinto à vontade e procuro corresponder à abertura do outro (é claro, desde que não seja um visível mala de plantão). Vi também uma cena em que uma senhora, sentada no ponto de ônibus, convidava a outra para se sentar. Eu pensei: "são conhecidas". Mas depois percebi que não, a senhora que fazia o convite nunca tinha visto a outra na vida. Achei muito engraçado! E pensei: "só em Belo Horizonte, mesmo!"

O título da postagem, portanto, não tem a ver com um gênero literário, mas com a cultura da oralidade e com os costumes do interior. Como dizem, aqui é uma roça grande.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A lírica trovadoresca

Esse é o título do livro pelo qual estou encantada. Transcrevo um trecho de poema do trovador Cercamon (século XII).

II - 6

O amor é doce quando chega ao coração, mas amargo quando se despede, pois hoje vos fará chorar, amanhã vos traz alegre ou desequilibrado; sim, do amor tenho experiência; quando mais supunha está-la servindo, mais mudável comigo se mostrava.


SPINA, Sigismundo. A lírica trovadoresca. São Paulo: Edusp, 1996.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

baixou a esposa em mim!

Mesmo tendo muito o que estudar, tem dias em que não quero me concentrar nos livros, prefiro ficar organizando as coisas em casa. vou lavar a louça da cozinha, lavar roupa, tirar a poeira da estante, organizar os papeis da gaveta, separar as roupas que não uso mais...

e nesta segunda-feira a 'entidade' da dona de casa baixou legal em mim! Além de deixar o caos da pia da cozinha super clean, pôr uma mochila de molho no vanish, uma blusa para 'quarar' ao sol e organizar meus livros e papeis, resolvi deixar uma ceia bem gostosa pronta para quando meu marido amado chegar. Vou fazer uma sopa (nada melhor que um caldo, um creme, consumé ou sopa depois de um dia de trabalho, não?). Então, fui até a feira que tem aqui perto com minha eco bag, realmente me sentindo uma perfeita chef ou esposa moderna! Trouxe todos os ingredientes, lavei, preparei e vamos esperar o resultado; está tudo em andamento.

Além disso, estou escutando rádio.

Ai, se a realidade fosse assim...slow...como eu sou...



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

para Bi

amoras

uma tarde dessas, logo após o almoço no bandejão, vinha eu descendo o caminho depois da escadaria e, em torno dos pés de amora, três rapazes. Um conhecido. Ele acompanhava minha descida. Olhei bem para ver se era mesmo o Paulo, meu grande amigo. E era. Quando me aproximei e entrei embaixo dos galhos, à sombra das pequenas árvores, ele disse: "Você é muito bonita, menina."; dei um abraço nele, ele me apresentou seus companheiros e o que estava lá em cima do pé de fruta, falou do alto:

–Se eu cair e perguntarem, digam que morri de amoras!

Bom, em seguida, chegou uma menina para se juntar a eles e almoçarem. Ela me perguntou se eu havia comido amora: "comeu amora hoje?". Eu respondi: "hoje, não. comi muito na minha infância, em Ipatinga."

Então, me veio à cabeça uma ideia para escrever em meu lindíssimo 'moleskine' (agora aprendi o que isso significa! E ganhei um especial). Escrevi a cena em que eu estou sentada no meio fio da rua, a roupa toda manchada, dizendo:

–Estou bêbada de amora!


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bicho de sete cabeças



Meu querido Geraldo Azevedo (não o conheço, é querido musicalmente, para mim) com uma música que tem uma letra...nem sei dizer. Teve interpretações fabulosas como a do magistral Ney Matogrosso, no show Beijo Bandido e a do Zeca Baleiro.

terça-feira, 13 de julho de 2010



Vídeo com a querida Danuza Menezes e o pessoal do Pandeiro Mineiro (que voz tem o Fabiano, hein?)
Um beijo a todos!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Feliz Aniversário, meu amor!


Take my eyes, take my heart / I need them no more /  if never again they fall upon the one I so adore 


quinta-feira, 8 de julho de 2010

natureza de inverno

Belo Horizonte está com uma paisagem nova neste inverno. Pela cidade inteira a gente encontra estas árvores. É tão lindo, parece que quebra um pouco a imagem habitual e dá aquela sensação boa de beleza.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Frida


o google me contou que hoje é aniversário da Frida Kahlo.

Então é hora de mostrar a colagem feita pela Bi, há alguns anos, e que é meu xodó:

segunda-feira, 5 de julho de 2010

claustrofóbica

tenho claustrofobia e a coisa só tá ficando feia.

Não suporto ficar em lugares fechados e totalmente escuros, sem que eu possa enxergar uma luzinha sequer, indicando uma abertura, uma saída. Morro de medo do ônibus estragar e as portas ficarem fechadas, o motorista não abrí-las rapidamente e eu não poder me libertar. Nunca tive problema nenhum com avião, mas agora, não viajo sem reservar o assento (o mais na frente possível) desde uma viagem que fiz pela Gol em que me colocaram lá atrás, última fila, na janela. Senti que todo o avião me imprensava. Não gosto de andar no carro de outras pessoas no banco de trás, com ar condicionado ligado. Fico com 'claustro' e com vergonha de pedir: "Abram os vidros, pelo amor de Deus, não estou conseguindo respirar, eu quero sentir o ar lá de foraaaa!". Uma vez, fui com meu marido a um dos meus programas de índio (tadinho!) e o músico apagou TODAS as luzes de uma sala pequena encarpetada. Eu não suportei e tivemos que deixar o local. Outra vez, dentro daquele ônibus Conexão aeroporto, de Confins para BH, ficamos em uma poltrona lá atrás. Comecei a desesperar. Meu marido segurou a minha mão e foi o que me salvou. Fui me acalmando e consegui fazer a viagem.

Ontem o moço do lava-jato deve ter achado que sou doida. Eu quis fazer um desafio comigo mesma: ficar dentro do carro enquanto ele dava uma ducha no bibi. Quando chegou a parte trash, ou seja, a que ele joga a espuma e fica tudo encoberto, não pude mais. Bati no vidro e falei: "Eu vou sair!". Abri a porta e me desvencilhei daquela coisa horrorosa que é estar toda fechada, sem enxergar nada lá fora...um horror. Os motoristas dos carros que estavam atrás na fila devem ter achado bastante...excêntrica a cena, não?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

achado

não me lembrava, mas relendo o livro... o município de Serra aparece em Macunaíma, de Mario de Andrade! Digo isso porque passei muitas férias indo à praia de Jacaraípe, na Serra, morei em Vitória, onde meus pais e irmã moram (capital do estado, pertinho). A minha praia preferida por lá é Manguinhos.

"Adiante da cidade de Serra no Espírito Santo quase arrebentou a cabeça numa pedra com muitas pinturas esculpidas que não se entendia. De certo era dinheiro enterrado...Porém Macunaíma estava com pressa e frechou pras barrancas da ilha do Bananal."
(capítulo VI-A francesa e o gigante)

domingo, 20 de junho de 2010

irrrrritante

O que mais tem me irritado na mídia é essa atribuição à Gisele Bundchen de mãe exemplar. Querem, de todas as formas, fazer a imagem de que ela é a mãe perfeita e dedicada. Desde a estória do parto na banheira de casa ao fato de ela não ter babá. Tudo em torno desse assunto não é bem assim. O parto, sem qualquer sombra de dúvida, foi assistido por uma equipe experiente e acredito que uma ambulância e médicos estavam lá, a postos para qualquer emergência. Ela não pariu como muitas e muitas mães brasileiras, com a ajuda de parteiras, em suas casas humildes, ou no meio da rua, ajudadas por policiais militares ou bombeiros, sem conforto e condições adequadas de higiene. Sobre não ter babá, eu gostaria muito que, por exemplo, a Lilian Pacce, em entrevista realizada no GNT Fashion durante o SPFW, tivesse perguntado não apenas: "É verdade que você não tem babá?", mas, em seguida, emendasse: "E você também lava as roupas dele? E as suas? E as do seu marido? Você também passa as roupas, ou tem uma passadeira? Tem arrumadeira, cozinheira?".

Ora, milhares de mães não só não têm babás como têm que dar conta sozinhas de todo o serviço da casa e ainda acordam às 4 da manhã para pegar dois ônibus e ir trabalhar. Outras não têm babá , porém não podem se dar ao luxo de passarem o dia com os filhos, cuidando deles, pois precisam deixá-los em cheches, sob os cuidados de desconhecidas, para pegá-los no fim do dia.

Como eu queria que houvesse um jornalista ousado, que entrevistasse as mulheres nas ruas, nas estações de metrô, nos pontos de ônibus, nas faculdades, para perguntar a elas se têm babás!

Me poupe! Tudo bem, pode ser que seja raro no meio televisivo(cantoras, atrizes, modelos) não ter babá. Mas fazer disso um motivo para endeusar uma pessoa e esquecer de que trata-se de uma situação frequente na sociedade brasileira (e mundial), sob condições bem mais adversas...
aí já dá nos nervos!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

cena de rua

região da praça Raul Soares, centro de Belo Horizonte, quarta-feira, 23 horas.

Da janela do ônibus vejo uma cena triste: duas senhoras com idade entre 60 e 70 anos, gordas, de chinelo nos pés (a noite estava bem fria) catam latas de alumínio no lixo. A rua estava imunda com a bagunça que fizeram; papéis espalhados, plástico, enfim, todo o resíduo do lixo estava pela rua. Eu pensei: "os lixeiros vão morrer de raiva quando passarem para a coleta e virem isto". E elas catavam as latas aceleradamente, com gana.

O que faz uma pessoa sair de casa à noite, no frio, para remexer no lixo urbano? É a total necessidade de sobrevivência, a total luta pelo sustento da família, pelo alimento vital.

'não sei porque', mas na hora me veio à cabeça a Paris Hilton. É um exemplo aleatório, mas foi a personagem que me veio ali, na hora, de dentro do ônibus, após ver aquela 'epifania' (?). Pois bem. A Paris Hilton nunca deve ter visto cenas assim, a não ser em noticiário de tv. Aqui no Brasil, – sei que esteve recentemente no SPFW – só deve ter sido levada a lugares da parte boa da cidade. Relacionado a esse fato, me lembrei também da terrível cena que presenciei quando trabalhava em um edifício na Praça Sete (outra praça popular do centro de BH) e uma manifestação sobre o encontro do BID foi violentamente repreendida pela polícia, como nos tempos da ditadura militar, como eu só havia visto em filmes. Nessa época, além de a cidade ter sido toda maquiada para o encontro, o governador Aécio Neves ainda varreu para debaixo do tapete toda a insatisfação dos cidadãos. Aliás, varreu, não, meteu bala de borracha e cacetete.

Há muitas coisas que o 'inglês' não vê no Brasil.


domingo, 13 de junho de 2010

noites gostosas em BH

tanto 'buteco' gostoso pelos bairros...no Santa Tereza, no Santo Antônio, no Anchieta, no Prado...e uns tira-gostos tão deliciosos, feitos com ingredientes tipicamente mineiros como linguiça, angu, pimenta biquinho, lombo etc. noto que os bares vão acumulando, em seus cardápios, os pratos concorrentes no Comida di Buteco e aí, ficam até parecidos (sempre aparece o jiló, por exemplo). duas coisas que mais me atraem em um bar são: decoração e frequentadores. há outras que chamam a atenção também, como a música, o atendimento e principalmente a comida, né? mas se o lugar é aconchegante, agradável, é um ponto a mais! e o público que frequenta, se for aquele pessoal um pouco mais velho, que está ali para conversar com os amigos, para namorar, paquerar, sem incomodar os outros, nem reparar em todo mundo que chega, com "ar blasè", então eu me sinto bem porque o clima é natural, espontâneo. (nos lugares de que gosto não tem ninguém querendo aparecer mais que o outro. sim, percebo que há pessoas que saem à noite como se saíssem para uma disputa, de beleza, de riqueza...tem dó!).

lá no Agosto butiquim é assim: comida boa, bom atendimento, bonita decoração, tranquilidade e é bem frequentado. a sobremesa 'Delícia de banana' é espetacular! vem numa taça e é feita com banana, açúcar mascavo e castanha de caju. uma das melhores sobremesas que já comi.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

hoje em dia há tanto recurso para tornar o cabelo liso (chapinha, escovas, alisamentos definitivos etc.), que as pessoas duvidam que seu cabelo é liso natural!

mas eu acho que dá para identificar o que é química e diferenciar do que é genético.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

biografema

hoje eu acessei a programação do festival de inverno da ufmg e adorei as oficinas de artes literárias. fiz uma disciplina sobre a obra da escritora Maria Gabriela Llansol com a Profa. Lucia Castello Branco e  foi uma experiência super prazerosa, muito boa. gosto bastante do jeito da Lucia de ver o mundo, de dar aula, de estudar literatura e admiro a atitude dela de se lançar às artes (dirige filmes, vídeos, enfim). um teórico com quem ela se identifica é o Roland Barthes. vou tentar ler alguns textos dele, ainda não li nada.

bom, mas a noção de biografia se relaciona com o fato de a pessoa escrever sobre si em determinado momento, tendo em vista certas lembranças apenas, e não a completa lembrança sobre sua vida. Dessa forma, ele omite alguns fatos, muitas vezes conscientemente, configurando, assim, uma escrita de ficção.

por biografema, está escrito na apresentação da oficina do festival, entende-se ser o que resta do sujeito em sua escrita de vida.

interessante!

(mas na data do festival, se tudo der certo, estarei em outras bandas, beeeem lá pra cima!)
ops! ficou parecendo confissão de suicídio? estarei bem lá pra cima das bandas do Brasil, tá bom?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

ó, agora que eu vi!

o migre.me é uma ferramenta fantástica!
olha só o tamanho do link que copiei e o que ele virou:

URL original:
http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=10768&/METRO+DE+SAO+PAULO+RECHEADO+DE+TECNOLOGIA  


URL curta:
http://migre.me/LMtr

104 caracteres a menos!!