sexta-feira, 18 de junho de 2010

diastema de novo!




FY tocou no assunto dos dentes separados.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

cena de rua

região da praça Raul Soares, centro de Belo Horizonte, quarta-feira, 23 horas.

Da janela do ônibus vejo uma cena triste: duas senhoras com idade entre 60 e 70 anos, gordas, de chinelo nos pés (a noite estava bem fria) catam latas de alumínio no lixo. A rua estava imunda com a bagunça que fizeram; papéis espalhados, plástico, enfim, todo o resíduo do lixo estava pela rua. Eu pensei: "os lixeiros vão morrer de raiva quando passarem para a coleta e virem isto". E elas catavam as latas aceleradamente, com gana.

O que faz uma pessoa sair de casa à noite, no frio, para remexer no lixo urbano? É a total necessidade de sobrevivência, a total luta pelo sustento da família, pelo alimento vital.

'não sei porque', mas na hora me veio à cabeça a Paris Hilton. É um exemplo aleatório, mas foi a personagem que me veio ali, na hora, de dentro do ônibus, após ver aquela 'epifania' (?). Pois bem. A Paris Hilton nunca deve ter visto cenas assim, a não ser em noticiário de tv. Aqui no Brasil, – sei que esteve recentemente no SPFW – só deve ter sido levada a lugares da parte boa da cidade. Relacionado a esse fato, me lembrei também da terrível cena que presenciei quando trabalhava em um edifício na Praça Sete (outra praça popular do centro de BH) e uma manifestação sobre o encontro do BID foi violentamente repreendida pela polícia, como nos tempos da ditadura militar, como eu só havia visto em filmes. Nessa época, além de a cidade ter sido toda maquiada para o encontro, o governador Aécio Neves ainda varreu para debaixo do tapete toda a insatisfação dos cidadãos. Aliás, varreu, não, meteu bala de borracha e cacetete.

Há muitas coisas que o 'inglês' não vê no Brasil.


domingo, 13 de junho de 2010

noites gostosas em BH

tanto 'buteco' gostoso pelos bairros...no Santa Tereza, no Santo Antônio, no Anchieta, no Prado...e uns tira-gostos tão deliciosos, feitos com ingredientes tipicamente mineiros como linguiça, angu, pimenta biquinho, lombo etc. noto que os bares vão acumulando, em seus cardápios, os pratos concorrentes no Comida di Buteco e aí, ficam até parecidos (sempre aparece o jiló, por exemplo). duas coisas que mais me atraem em um bar são: decoração e frequentadores. há outras que chamam a atenção também, como a música, o atendimento e principalmente a comida, né? mas se o lugar é aconchegante, agradável, é um ponto a mais! e o público que frequenta, se for aquele pessoal um pouco mais velho, que está ali para conversar com os amigos, para namorar, paquerar, sem incomodar os outros, nem reparar em todo mundo que chega, com "ar blasè", então eu me sinto bem porque o clima é natural, espontâneo. (nos lugares de que gosto não tem ninguém querendo aparecer mais que o outro. sim, percebo que há pessoas que saem à noite como se saíssem para uma disputa, de beleza, de riqueza...tem dó!).

lá no Agosto butiquim é assim: comida boa, bom atendimento, bonita decoração, tranquilidade e é bem frequentado. a sobremesa 'Delícia de banana' é espetacular! vem numa taça e é feita com banana, açúcar mascavo e castanha de caju. uma das melhores sobremesas que já comi.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

hoje em dia há tanto recurso para tornar o cabelo liso (chapinha, escovas, alisamentos definitivos etc.), que as pessoas duvidam que seu cabelo é liso natural!

mas eu acho que dá para identificar o que é química e diferenciar do que é genético.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

biografema

hoje eu acessei a programação do festival de inverno da ufmg e adorei as oficinas de artes literárias. fiz uma disciplina sobre a obra da escritora Maria Gabriela Llansol com a Profa. Lucia Castello Branco e  foi uma experiência super prazerosa, muito boa. gosto bastante do jeito da Lucia de ver o mundo, de dar aula, de estudar literatura e admiro a atitude dela de se lançar às artes (dirige filmes, vídeos, enfim). um teórico com quem ela se identifica é o Roland Barthes. vou tentar ler alguns textos dele, ainda não li nada.

bom, mas a noção de biografia se relaciona com o fato de a pessoa escrever sobre si em determinado momento, tendo em vista certas lembranças apenas, e não a completa lembrança sobre sua vida. Dessa forma, ele omite alguns fatos, muitas vezes conscientemente, configurando, assim, uma escrita de ficção.

por biografema, está escrito na apresentação da oficina do festival, entende-se ser o que resta do sujeito em sua escrita de vida.

interessante!

(mas na data do festival, se tudo der certo, estarei em outras bandas, beeeem lá pra cima!)
ops! ficou parecendo confissão de suicídio? estarei bem lá pra cima das bandas do Brasil, tá bom?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

ó, agora que eu vi!

o migre.me é uma ferramenta fantástica!
olha só o tamanho do link que copiei e o que ele virou:

URL original:
http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=10768&/METRO+DE+SAO+PAULO+RECHEADO+DE+TECNOLOGIA  


URL curta:
http://migre.me/LMtr

104 caracteres a menos!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Miscelânea da diferença



Esse é meu objeto de pesquisa. E é sobre a diversidade cultural e sua assimilação que ele fala, ao menos  sob meu ponto de vista. 
Fernando Vilela é um artista de cujo trabalho eu gosto muito. Ele interfere no espaço urbano com sua arte, fundindo as duas coisas, por exemplo, ao expor na parede da galeria, faz com que o traço tenha continuação na sanca do teto. Cola uma gravura na parede de um edifício, provocando a sensação de que ela seja uma nova janela. Uma das obras que achei mais lindas e impactantes foi a de colagens com fita crepe, que ele realizou em parceria com Stela Barbieri, em que 'reproduzem' os fios elétricos urbanos.
Lampião & Lancelote é o primeiro livro em que ele é autor e ilustrador e recebeu as mais importantes premiações em literatura infantil e juvenil: Jabuti, FNLIJ e Feira de Bolonha.
Mesmo antes de o livro ser premiado, quando ele entrou para participar do prêmio da Fundação (FNLIJ), eu era estagiária do GPELL, grupo votante no processo. E aí, eu recebia os livros das editoras, carimbava, cadastrava e distribuía aos avaliadores. Esse livro foi um dos que me deu dó de carimbar, aliás, acho que nem carimbei, expliquei à coordenadora do grupo que ele era preto, e tal, que não tinha espaço para carimbar! E eu lembro que me encantei com a obra, com as imagens, com a narrativa escrita, com o projeto gráfico, enfim.
Taí um livro que é uma obra de arte para ser apreciada por adultos, não apenas pelo público  majoritariamente pretendido.