quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
anotações desses dias
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
reflexão em momento de fechamento de ciclos
sábado, 9 de outubro de 2010
ocupação urbana
Estou lendo Cidade Ocupada*, para uma disciplina de Letras: Literatura brasileira e periferia urbana, que curso nas noites de sexta. Quando bati o olho na capa do livro, imaginei que fosse um romance, talvez policial, e que a cidade estaria ocupada pelo crime, pelo tráfico de drogas. Imaginei ainda que o autor fosse um morador da periferia, como o Renegado, que esteve em uma de nossas aulas lá na fale-ufmg. Mas a ocupação de que trata a obra é artística e o escritor é professor universitário com pós-doutorado. Ainda não terminei de ler, mas algumas questões interessantes me chamaram a atenção, como a produção de algo que seja a própria diferença, algo que não enverede pela homogeneização, tão presente no mundo contemporâneo, apesar de tantas transformações tecnológicas e ideológicas pelas quais a civilização já passou.
*PIRES, Ericson. Cidade Ocupada. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007.
Foto: daqui
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A lírica trovadoresca
II - 6
O amor é doce quando chega ao coração, mas amargo quando se despede, pois hoje vos fará chorar, amanhã vos traz alegre ou desequilibrado; sim, do amor tenho experiência; quando mais supunha está-la servindo, mais mudável comigo se mostrava.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
achado
"Adiante da cidade de Serra no Espírito Santo quase arrebentou a cabeça numa pedra com muitas pinturas esculpidas que não se entendia. De certo era dinheiro enterrado...Porém Macunaíma estava com pressa e frechou pras barrancas da ilha do Bananal."
(capítulo VI-A francesa e o gigante)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
biografema
bom, mas a noção de biografia se relaciona com o fato de a pessoa escrever sobre si em determinado momento, tendo em vista certas lembranças apenas, e não a completa lembrança sobre sua vida. Dessa forma, ele omite alguns fatos, muitas vezes conscientemente, configurando, assim, uma escrita de ficção.
por biografema, está escrito na apresentação da oficina do festival, entende-se ser o que resta do sujeito em sua escrita de vida.
interessante!
(mas na data do festival, se tudo der certo, estarei em outras bandas, beeeem lá pra cima!)
ops! ficou parecendo confissão de suicídio? estarei bem lá pra cima das bandas do Brasil, tá bom?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Miscelânea da diferença
Esse é meu objeto de pesquisa. E é sobre a diversidade cultural e sua assimilação que ele fala, ao menos sob meu ponto de vista.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Tempo
Correm os ponteiros implacáveis
Barulho insano, martelar
Silencioso de saudade, solidão.
Mão de ferro, fecha em meu peito
A dor do tic-tac, tic-tac
Sem forças contra os ponteiros
Que avançam, avançam,
Orgulhosos, qual general
Que ganhou batalha!
Passam à frente de toda dor
Indiferentes, autônomos, incansáveis!
Maria José Nogueira Fábregas - Dedé
quinta-feira, 29 de abril de 2010
microconto
quinta-feira, 22 de abril de 2010
lendo
Depois transcrevo aqui.
segunda-feira, 15 de março de 2010
um sonho bom
Esta noite, sonhei com o Drummond.
Nem tinha pensado nele ou mencionado seu nome...
Tenho na minha estante uma foto de nós dois em Copacabana. Eu, pele. Ele, bronze.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
alteridade
ana elisa ribeiro
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Literatura infantil
Trabalhando no GPELL (Grupo de pesquisa do letramento literário), no processo de premiação da FNLIJ (Fundação nacional do livro infantil e juvenil), tive contato com diversos livros e conheci o trabalho de vários ilustradores. A que mais me chamou a atenção foi Angela-Lago, mas outros também são muito bons, como André Neves e tantos outros. Quero dar um pulo ali: Exposição revela a magia das ilustrações de livros infantis |
| |
|
Fonte: portal pbh |
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
São Francisco de Assis
Foi uma das coisas mais bonitas que já vi, a apresentação em voz e violão da música de Vinícius de Moraes por dois alunos da ufmg: Fernando Noronha e Kleber Pontes, dentro da programação do evento Fratello Sole, Sorella Luna: Francisco de Assis ontem e hoje, na Letras-ufmg. Era assim que ele se dirigia aos elementos da natureza: irmão Sol, irmã Lua, irmão vento...
Bonita também a legenda que os alunos do italiano fizeram para uma ópera que representa a vida de "San Francesco". Está sendo muito boa a semana, com presenças especiais, como Ronald Claver e pessoas que conheci (Juliana e José).
O cântico ao irmão Sol
Altíssimo, onipotente e bom Senhor, a ti subam os louvores, a glória e a honra e todas as bênçãos!
A ti somente, Altíssimo, eles são devidos, e nenhum homem é sequer digno de dizer teu nome.
Louvado sejas, Senhor meu, junto com todas tuas criaturas, especialmente o senhor irmão sol, que é o dia e nos dá a luz em teu nome.
Pois ele é belo e radioso com grande esplendor, e é teu símbolo, Altíssimo.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã lua e as estrelas, as quais formaste claras, preciosas e belas.
Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão vento, e pelo ar, pelas nuvens e o céu claro, e por todos os tempos, pelos quais dás às tuas criaturas sustento.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã água, que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.
Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão fogo, por cujo meio a noite alumias, ele que é formoso e alegre e robusto e forte.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã, nossa mãe, a terra, que nos sustenta e nos governa, e dá tantos frutos e coloridas flores, e também as ervas.
Louvado sejas, Senhor meu, por aqueles que perdoam por amor a ti e suportam enfermidades e atribulações.
Benditos aqueles que sustentam a paz, pois serão por ti, Altíssimo, coroados.
Louvado sejas, Senhor meu, por nossa irmã, a morte corpórea, da qual nenhum homem vivo pode fugir.
Pobres dos que morrem em pecado mortal! e benditos quem a morte encontrar conformes à tua santíssima vontade, pois a segunda morte não lhes fará mal.
Louvai todos vós e bendizei o meu Senhor, e dai-lhe graças, e o servi com grande humildade!
sábado, 24 de outubro de 2009
escrita llansol
"[...] às vezes, sinto-me destruída, no meu destino, pelas coisas ferozes de uma realidade social a que, no íntimo, nunca aderi."
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Grande
Ver o Arnaldo Antunes recitando seus poemas, cantando suas músicas e conversando sobre seu processo de criação, ao vivo, esta noite, foi um grande privilégio.
O artista cumprimentou o público presente no Ofício da palavra, no Museu de Artes e Ofícios, de forma muito receptiva, transmitindo conforto e certa informalidade. Ao falar seus textos, marcava o ritmo com a cabeça, um jeito particular, assim como sua voz, tão característica e inconfundível.
Ele fala de sua conexão com a escrita de uma forma prazerosa, como se esta relação fosse tranquila para ele, mais até do que a relação com a música, enquanto instrumentista. Ele contou que, por volta dos doze anos, escrevia e fazia aulas de violão e, hoje, em seus shows, prefere apenas cantar, pois o instrumento o deixa um pouco preso. Neste sentido, ele diz, seria mais um compositor do que um músico. Para que as palavras pudessem alcançar “algo mais”, ele julgou interessante que elas fossem entoadas e, muitas vezes, uma poesia lida não faz tanto sucesso quanto a musicada. Por outro lado, uma bela poesia pode não combinar com certa melodia e o processo de transformá-la em canção vem a falhar.
Arnaldo Antunes ressaltou a importância do trabalho formal, além da inspiração e emoção. “Através do trabalho é que se consegue emocionar”. Ele usou o termo “labuta” ao se referir ao que seria o “corpo a corpo com a linguagem”. Mencionou que é necessário tirar o que está sobrando, por meio de uma subtração. A escrita seria um processo de constante refazer, em busca de clareza e concisão.
Um dos poemas escolhidos por ele para ser falado foi postado aqui no blog em 18 de fevereiro. Outro, “virou” poema visual depois de ser música: O quê. Seguindo a trajetória de um círculo, em que está escrita toda a letra da música, é possível cantá-la, parando em qualquer ponto e retomando a leitura circular de conteúdo vazio e filosófico, segundo o autor, uma vez que não é o que não pode ser que não é(...) não diz nada e forma um círculo que questiona os limites da linguagem.
Sobre influências e preferências pessoais, citou Manuel Bandeira, Oswald, João Cabral e outros. A poesia concreta o marcou pelo fato da incorporação da imagem, o que também acontece agora, com a tecnologia, a qual possibilita que um único recurso gere imagem (foto), som, texto e vídeo (movimento): o computador. Se antes o livro era para ser lido, a música para ser ouvida e as artes plásticas para serem vistas, hoje há a interface entre as mídias.
Questionado sobre o conceito de língua, com base na possível proibição de palavras em inglês na língua portuguesa, proposta de um político brasileiro, responde que "a língua é uma matéria mutante". Cabe aos falantes permitir ou não a permanência das palavras.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Poesia digital
Este poema foi feito a mão com muito custo (rsrs) em uma das oficinas de artes literárias do Festival de inverno da UFMG que rola agora, neste exato momento, em Diamantina. O poema é de minha autoria e sua tradução para o meio digital foi realizada por meio do programa FlashCS4, usando recursos de fotografia feita com câmera de um telefone celular e áudio captado com gravador em mp3. Eu não conhecia o flash e, então, recebi a preciosa ajuda das professoras Ana Paula Ferreira (faz doutorado na UFMG orientada pela Prof. Vera Casa Nova) e Audrei Carvalho (artista visual de São Paulo, estudou poesia concreta no mestrado).
Agradeço ao Jackson, por ter feito a voz e à Carolina, por ter tirado as fotos e desenhado o 'rabisco' junto comigo lá na quadra da escola estadual!
Valeu demais a experiência, confesso que pensei em desistir, voltar para Belo Horizonte, mas deixar um desejo incompleto...não. Agora, pelo menos sei como pedir um help a alguém mais experiente quando for começar um novo projeto como esse. E por ser o primeiro passo, considero que não está maduro o suficiente, mas é uma grande alegria e evoluirá. Sempre coletivamente.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Capitu
Já havia lido no colégio, mas achado chatíssimo, como diria José Dias. É que, naquela época, eu não me deliciava nas aulas de Literatura (rsrs). Passados alguns anos, eis que estudarei "Estudos Temáticos de Literatura Brasileira: Teoria do Romance em Machado de Assis", a partir de março.
Sobre a minissérie, lembrei de um comentário que pode ser do Herbert Vianna, veja bem, pode ser, porque não quero coisas com processos... como (argh!) enchem o saco por aí... bom, sei que uma voz disse:
-A Ivete Sangalo canta lindamente, é ótima, o que estraga é o repertório.
Divagando aqui e comparando a dita cuja com a Rede Globo (para quem ela trabalha, não?), eu diria que a emissora é excelente (aliás, já comentei com minha amiga jornalista Regina Célia que, às vezes, a imagem de todos os canais está fora do ar, chuviscando, passando aquelas listras, e aí, eu passo para a Globo, para tirar a teima, e a danada tá lá, com a imagem nítida, linda de morrer, sem um pontinho na tela). Pois, é, além da tecnologia, ou sei lá o que é aquilo, tudo é muito bem feito, bem produzido... o que estraga é o repertório, ou melhor, a programação.
Mas hei de admitir que as minisséries são ótimas. E, então, alertada pela Bi, fui assistir a Capitu. Mas se você gostou tanto quanto eu, me diga onde se encontra o dvd, porque procurei no site e não há ainda.
Há uma música que adoro, cantada pela Ná Ozetti, escrita pelo Luiz Tatit. Olha que linda!
De um lado vem você com seu jeitinho Hábil, hábil, hábil E pronto! Me conquista com seu dom
De outro esse seu site petulante WWW ponto poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo sábio, sábio E todo encanto Canto, canto
Raposa e sereia Da terra e do mar Na tela e no ar
Você é virtualmente amada amante
Você real é ainda mais tocante
Não há quem não se encante
Um método de agir que é tão astuto Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo
É só se entregar, é não resistir, é capitular
Capitu
A ressaca dos mares
A sereia do sul
Captando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares
Capitu
De um lado vem você com seu jeitinho Hábil, hábil, hábil E pronto!
Me conquista com seu dom
De outro esse seu site petulante WWW ponto poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo sábio, sábio E todo encanto Canto, canto
Raposa e sereia
Da terra e do mar
Na tela e no ar
Você é virtualmente amada amante
Você real é ainda mais tocante
Não há quem não se encante
No site o seu poder provoca o ócio, o ócio Um passo para o vício, o vício, o vício
É só navegar, é só te seguir, e então naufragar
Capitu
Feminino com arte
A traição atraente
Um capítulo à parte
Quase vírus ardente
Imperando no site
Capitu
De um lado vem você com seu jeitinho Hábil, hábil, hábil E pronto!
Me conquista com seu dom
De outro esse seu site petulante WWW ponto poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo sábio, sábio E todo encanto Canto, canto
Raposa e sereia
Da terra e do mar
Na tela e no ar
Você é virtualmente amada amante
Você real é ainda mais tocante
Não há quem não se encante
Um método de agir que é tão astuto
Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo
É só se entregar, é não resistir, é capitular
Capitu
A ressaca dos mares
A sereia do sul
Captando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares
Capitu
Feminino com arte
A traição atraente
Um capítulo à parte
Quase vírus ardente
Imperando no site
Capitu
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Peixe morto
Ontem, quando lia este livro, tive uma sensação de prazer com a Literatura como contáveis vezes tenho ao ler um romance.
A lírica nos oferece um deleite, vamos dizer assim, mais imediato e a narrativa em conto, de certa forma, também. Gosto muito de poesia, mais ainda depois de frequentar o sarau O quinze (em seus bons tempos), em Vitória e ouvir e ver Renato Fraga, Cida Ramaldes, Waldo Motta, Miro, etc. O conto é um gênero textual que gosto de escrever. Não sei escrever muito, desenvolver as idéias na hora da prova, essas coisas. Sou objetiva (sem querer dizer que isso seja bom ou ruim) e escrevo assim: curto e grosso, sem rodeios.
Tenho um problema com romance. Além de ser lenta na leitura, confundo as personagens. Se bobear, tenho que fazer esquema escrito com os nomes e parentescos: esse aqui é filho desse, tio daquele... o que me leva a não ler romance, a não ser forçada pelas circunstâncias, como no colégio.
Mas com Peixe Morto será diferente. Comprei por livre, espontânea e orgulhosa vontade e comecei a ler ontem. À noite. Estou naquela parte em que o narrador e o pescador vêem o corpo na lagoa. Me deu um medo... e hoje, mal posso esperar para me recostar em minha singlebed e continuar a emoção! Além do suspense, o que as primeiras páginas me causaram e, certamente, ao longo da leitura da obra só tende a aumentar, foi uma alegria em ver a Pampulha da sua época "áurea", dos cassinos, bailes e políticos glamourosos. Aquele bairro é bem Belo Horizonte! Porque BH é bem Niemeyer e ele é bem Pampulha... hoje em dia, não acho legal caminhar na lagoa. Sinto que o bairro (é uma sensação minha) é sujo, vejo uma poeira pairando, como vejo em Governador Valadares e outras cidades pequenas calourentas. Mesmo assim, ainda há a igrejinha de São Francisco que é um bibelô! Uma obra de arte que me fascina.
Está tudo lá, no livro da foto. E ainda consigo perceber os traços do estilo do autor, uma delícia.
Então, umas fotos para relembrar O quinze.



