domingo, 7 de fevereiro de 2010

Casa do Baile

Fotos: Mel Reis/Kathia Shieh

Ontem é que eu descobri que na lagoa da Pampulha tem uma Iemanjá. Fui andando pela orla até a Casa do baile, onde eu e meu amigo Jeff combinamos de pegar uma sessão de cinema com entrada franca.

Gente, vale a pena ir lá! A sala de projeção é um pequeno auditório onde eles colocam um dvd para a gente assistir. Super tranquilo e agradável, principalmente no horário das 17 em diante, porque quando você sai do filme, o sol está se pondo atrás daquele visual lindo da lagoa. Além disso, na entrada da Casa do baile havia uma exposição sobre arquitetura modernista, com dizeres do Niemeyer na parede, enfim.

Bom, era aqui que eu queria chegar: na indicação do filme. Nossa, é muito delicioso! Se chama Elsa & Fred (Argentina). História de dois velhinhos que vivem momentos encantadores juntos.

Bom domingo.

Funcionamento

A Casa do Baile funciona de terça a domingo, das 9h às 19h.

Contato
Casa do Baile
Av. Otacílio Negrão de Lima, 751 – Pampulha CEP: 31.365-450 – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3277-7443 / 7971 (FAX)
e-mail: casabaile@pbh.gov.br
casabaile@gmail.com


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

wrap



Agora sim, a foto do wrap, de que fiz propaganda na postagem de inauguração de 2010.

O recheio era de cupim assado, cream cheese com geléia de pimenta, cenoura, alface rocha, tomate e temperos verdes. estava maravilhoso. A massa é comprada pronta, nem sei como se chama...(vou perguntar a ele, meu gourmet).

Hoje eu estava lendo uma reportagem que saiu na revista da TAM nº25 (Sabores nas nuvens; chef Helena Rizzo na capa) e achei super interessante uma parte que diz assim:

"A pizza é um prato que desde seu país natal recebeu adaptações regionais, em função dos ingredientes disponíveis. Aliche, atum e frutos do mar cobriam os discos da região mais mediterrânea e do sul, enquanto nos bosques e montanhas da Toscana e do Piemonte ganharam a cobertura do funghi." (p. 97)

Quando li isso, eu fiquei 'gostosamente' pensando que, dependendo do lugar em que estou, gosto de pedir determinado tipo de comida – eu digo pedir porque quando a gente está hospedado na casa de alguém ou em um contexto parecido, a gente 'come o que tiver' e com a maior satisfação. Mas o comentário que vou tecer diz respeito a situações em que eu posso escolher.

Pois é, quando estou na praia, não gosto de escolher picolé de chocolate, por exemplo. Prefiro pegar um de côco, de maracujá, de manga, de cajá. A tapioca, prefiro comer a de côco, tradicional e típica da praia, ao invés de pedir uma de presunto e queijo, ou sei lá...de frango com catupiry.

Na minha mais recente viagem de trem na estrada de ferro Vitória a Minas, fui até o carro restaurante, pedi um lanche e para acompanhar, um guaraná. Mas eu queria o guaraná Coroa. Queria combinar o clima da viagem com um refrigerante local, popular. Porém o menino que atendia não entendeu, disse que a garrafinha do Coroa era muito pequena e me trouxe um outro, que além de não combinar com a atmosfera ferroviária, tinha um sabor muito ruim.

Então, eu achei legal aquele trecho da reportagem porque, realmente, para cada região há um tipo mais adequado de cardápio.

É claro que, se eu moro na praia, não vou comer peixe todo dia, porque enjoa. Nem quer dizer que uma pessoa que mora no Norte de Minas tenha que beber cachaça e comer carne de sol todo dia. Mas quando estamos fora do nosso ambiente, variando a rotina, experimentando sensações, na minha opinião é muito bom 'entrar no esquema'!

Ás vezes, embarcar em um prato muuuito diferente pode ser uma cilada, mas se eu não experimentar, como vou saber? Por outro lado, confesso: muitas vezes prefiro continuar a pedir o que tenho costume.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

pré-carnaval

Gente, sábado agora tem um monte de opções para quem gosta de carnaval. Por exemplo, tem o bloco do bairro Santo Antônio, devotos da vaquinha da rua Leopoldina (da intervenção "Cow Parade"):


http://www.mamanavaca.blogspot.com/

Tem também a feira Tom Jobim (av. Bernardo Monteiro, em frente ao colégio Arnaldo) com showzinho do Chico Amaral tocando músicas carnavalescas.

Amigos, quem quer ir comigo para a folia?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dia lindo

Ela mora no mar, ela brinca na areia, no balanço das ondas, a paz ela semeia.
Hoje é dia de Iemanjá, dia do aniversário da minha linda mãe, que só poderia ter nascido neste dia, mesmo. Vovó Odete escolheu este dia especial para dar ao mundo esta pessoa cheia de luz. Em Vitória, onde minha mãe mora, há um píer que leva a Iemanjá, na praia de Camburi. Um visual azul, solar...delicioso.
Gostaria muito de passar um aniversário com ela em Salvador. Lá a data é comemorada de forma muito intensa. E eu amo a Bahia. A cultura africana, afro-brasileira, a crença nos orixás, o candomblé, os rituais, a culinária típica...é tudo muito bom.
Aí está um pedaço de onde mora Iemanjá...

Foto tirada na Bahia em agosto de 2009

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

a prova

Numa daquelas casas ali morava Analu. Menina de família bem de vida, menina educada, pura ingenuidade, mas tão indefesa, tão indefesa... tal qual o coleirinho criado cativo. Analu não tinha o que pudesse desencadear em seu organismo o estímulo para o envio de uma mensagem ao cérebro, que fizesse com que uma frase de reação fosse formulada e as palavras desta frase se tornassem som, produzido pela vibração de suas cordas vocais, junto ao movimento de língua, lábios e dentes. Ela não se defendia. Não se revoltava, não se abalava diante das chacotas que lhe eram oferecidas gratuitamente todas as vezes em que contava seus casos. Muitas vezes as gozações eram feitas às suas costas- dentro das casas ou nas rodas de estudo, quando de uma dispersão dos estudantes -é verdade. De qualquer forma, Analu era alheia e não se importava que acreditassem ou desacreditassem em seus casos. Não houve vez em que demonstrasse desejo de provar que o que estava contando era verídico. Até que um dia, o... bem, primeiro contarei umas duas estórias dessa menina, que você vai achar até que ela devia estar no hospício.

Disse ela que uns turistas de uma praia muito exótica no oceano Pacífico estavam bem contentes e folgados em suas luas-de-mel, férias e recessos, quando uma onda gigante de cinco metros subiu da arrebentação. As águas levaram pessoas, carros, casas, vacas, pianos, tudo o que estava no caminho entre o esticar da onda e o seu recolher. Não é demais? Cinco metros? Então. Pois contou, também, Analu, que uma criatura com uma cabeça, seis braços com trinta dedos e quatro olhos tocou a zabumba, o triângulo e a sanfona aos pés de sua janela e da catuabeira. Mais tarde, a criatura pegou ainda a rabeca e desandou a xaxar.

Pois um dia, foi aí, foi nesse dia que a Analu teve um estalo. As implicâncias entraram em seu ouvido externo, viajaram lá para dentro da caixola, um pouquinho delas foi para o fígado, outro pro coração, um tiquinho saiu pelo outro ouvido, danaram a fazer volta dentro da caixola, estimularam o cérebro, o qual ordenou que uma mensagem fosse dita pela voz de Analu aos descrentes.

– E-e-e-e-i-ta! Rapaz, e qual foi a mensagem?


A menina olhou sem expressão para quem lhe chacoteava pedindo provas do que ela dizia e afirmou:


– Eu vi.

Conto dedicado ao Grupo pernambucano
Comadre Florzinha


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Via ECT

Gosto muito de um determinado site cultural, mas não gosto nada das suas profecias e "constatações", do tipo: como mídia, o rádio está morto ou o e-mail está enterrado...

Hoje é dia do carteiro e por ter-lhes um imenso carinho, vou aqui prestar uma homenagem a esses profissionais que fazem um trabalho tão importante (principalmente agora, no século XXI, em que o universo virtual encurta tanto nosso contato com as pessoas que ainda não o exploraram. São, muitas vezes, pessoas idosas, pessoas sem instrução ou sem acesso. Elas não têm oportunidade de verem nossas fotos digitais, lerem nossos textos eletrônicos, etc.).

Contra todos os ataques à correspondência selada e em defesa das caixas de correio físicas ou "analógicas", reproduzo o texto postado no blog escritabrasil:

Outro dia, li, em um site, um texto sobre o fim do e-mail, que, segundo o autor, estaria muito próximo. Nesse dia, esse meio de comunicação já teria se tornado "tão relevante quanto uma carta manuscrita, dentro de um envelope selado". Às vezes as pessoas se esquecem de que certos costumes e experiências culturais e sociais continuam a existir fora do eixo pontocom.

Isso porque não conhecem a Senhora Zelma, minha mãe! Ela sempre teve a família (minha avó e tios) longe, lá em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. O hábito de escrever cartas e cartões postais é tradicional e valioso para ela. É uma forma de dizer o que não dá tempo em um telefonema; detalhes e sensações difíceis de expressar quando se está preocupado com a conta de interurbano e com os ouvidos das paredes.

As cartas da mamãe são cheias de surpresas gostosas: fotos, recortes de jornal... doces palavras. Aliás, ela escreve tão bem que recebe convites para redigir discursos familiares e dizeres de cartões formais. Sua escrita possui a personalidade de seu bordado, que, antes de ficar pronto, por meio de um trabalho cuidadoso e de arremates firmes, já se encontra projetado em sua imaginação. O estilo se mostra nas linhas - da letra e do tecido - enquanto o ofício, se esconde nos rascunhos e moldes.

Selar um envelope e caminhar aos correios é um dos melhores prazeres! Em minha adolescência, no interior de Minas, chegava a receber quatro deles de uma vez! Todos de minhas amigas que moravam em Vitória. Na frente da casa, sem muros nem grades, havia uma caixinha de correspondência, fechada à chave, verificada todos os dias.

Minha melhor amiga de infância mora em Londres. Ela bem podia comunicar seu endereço novo por e-mail. Ao invés disso, enviou lindos cartões, by airmail, às pessoas estimadas que deixou no Brasil.

A tecnologia evolui, novos meios surgem para que a velocidade de trabalho aumente e para que as distâncias se encurtem de alguma forma. Nos adaptamos a eles e a vida melhora. No entanto, uma carta manuscrita jamais será irrelevante.

Parabéns pelo dia do carteiro!

sábado, 23 de janeiro de 2010

inauguração

Foto: Flickr
as duas forças responsáveis pela eclosão de novos mundos: conhecimento e amor

in: contos do mal errante, escritora maria gabriela llansol

inaugurar o blog no ano de 2010. ainda não descarregamos a foto do wrap que meu gourmet fez no começo desta semana, em que cheguei depois de um mês em Vitória, naquela delícia de praia, enfrentando a barra que é a vida, com os espinhos e espumas...então, o primeiro passo será dado com esta frase que encontrei anotada aqui ontem, quando fazia uma geral no 'escritório' (as gavetas da mesa do computador e a caixa de bombons em que guardo os comprovantes do visaelectron, de depósitos e os extratos). Joguei um monte de papel fora e deixei este e uns outros que considerei aproveitáveis.

em uma conversa com minha irmã nestas férias, eu confidenciei um projeto de vida para quando não houver mais nada interessante. vi um homem na tv, programa Brasil das Gerais, na Rede Minas. É encantador o que ele faz. eu já sei para onde ir quando me aposentar, ou quando quiser chutar o balde (de novo). a direção será o norte de Minas. o Tião sempre diz que na vida a gente só tem que ter uma coisa: saúde. o resto, a gente tem que ser: ser feliz, ser livre e ser educado.

"Ah, se eu ganhar na mega-sena eu vou ajudar um lar de velhinhos, uma instituição que cuida de animais e encaminha para adoção..." por que a gente precisa ganhar na mega-sena para fazer isso? a gente não pode fazer isso agora?

Bi, aquele seu projeto de passar o Natal de modo diferente daqui em diante...eu tô dentro, viu?

e por que esperar para ir visitar o Tião? minha breve parada será Araçuaí.

um beijo